sábado, 22 de outubro de 2016

Ela era apenas uma jovem cheia de sonhos, com tantas outras da mesma idade...parece que nessa idade a vida é de fato bela!
Minha mãe d. Dina costumava repetir uma frase que eu tinha pavor: ela dizia "minha felicidade foi como bolhas de sabão..." e deixava tudo o mais no ar. Parava de falar aquela mulher; e seguia-se um silêncio frio como se estivéssemos num velório,  seguido de um olhar lânguido e distante...nada mais conseguiamos dizer depois daquelas palavras; mas aos vinte anos aquilo não nos importava; éramos indiferentes às tristezas e recordações alheias. O passado dos demais era indiferente às nossas visualizações futuras.
Afinal tudo poderia ser flores... no futuro orquestrado!
Em Brasilia, Santa Catarina ou no Rio de Janeiro.... a vida seria bela!
E numa noite quente em Brasilia, capital da Republica, a trabalho pela Fundação Roberto Marinho, num hotel da Asa Sul após o jantar,  me vi sozinha... a garota do Rio! Veio com Amancio de Carvalho secretariando o torneio Escolar do Brasil de xadrez...e por que naqula hora; por volta das 20:00 de uma sexta que prometia...
Absolutamenta só?!
Como assim para onde foram todos!?
Numa noite quente do cerrado, onde estavam os colegas de jogo!? Procurei-os en vão! Ninguém me esperou! Gente má...pensava a menina. Sem ter o que fazer murmurei alto: nem me esperaram...todos me abandonaram.
E do nada ouvi uma voz responder: menos eu!estou aqui!
Pensei numa fração de segundos: de onde vem essa voz? Alguém quer fazer hora com a minha cara...me virando para trás!
Visualizei um japonês... alto, forte, de calça vermelha... não me lembro a cor da blusa...mas de relance parece-me amarela clara! Olhos puxados, rosto largo...nem feio nem bonito!!um pouco engraçado!
Apresentou-se: Carlos Ioshiura ao seu dispor!

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